Semanário Regionalista Independente
Sábado Maio 28th 2022

Volta a Portugal- Rádio Popular/Boavista abandona. Camisola amarela volta para Alejandro Marque

O início da tirada de hoje, 4.ª feira, dia 11,  foi antecedido pelo abandono da Rádio Popular-Boavista, equipa do camisola amarela, Daniel Freitas, que assim  que devolveu a liderança a Alejandro Marque (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel).
Luís Fernandes testou positivo à covid-19 o que, sendo o terceiro elemento da Rádio Popular-Boavista com contaminação confirmada, levou ao abandono em bloco dos boavisteiros, que já não alinharam à partida.
A etapa de hoje, a 6.ª,  foi ganha pelo corredor  estadunidense Benjamin King (Rally Cycling), impondo-se na ligação de 182,4 quilómetros, entre Viana do Castelo e Fafe.
Após o arranque, o pelotão voltou a não dar luta no momento de formação da fuga do dia. Por isso, logo aos quatro quilómetros destacaram-se onze homens: Juan Diego Alba (Movistar Team), Tom Wirtgen (Bingoal Pauwels Sauces WB), Isaac Canton (Burgo-BH), Benjamin King (Rally Cycling), Mason Hollyman e Alastair Mackellar (Israel Cycling Academy), Pedro Paulinho (Tavfer-Measindot-Mortágua), Roniel Campos (Louletano-Loulé Concelho), Bruno Silva (Antarte-Feirense), Hélder Gonçalves (Kelly-Simoldes-UDO) e Marvin Scheulen (LA Alumínios-LA Sport).
O Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel, que já ontem dera mostras de não ter grande preocupação de defender a camisola amarela perante fugitivos com muito atraso acumulado, consentiu uma vantagem significativa aos escapados. A diferença aproximou-se dos dez minutos e, rapidamente, ficou claro que a disputa da etapa seria entre os ciclistas que ousaram atacar logo no início da jornada.
Enquanto vários dos onze corredores em cabeça de corrida faziam contas à possibilidade de vitória em Fafe, Bruno Silva e Marvin Schuelen também batalhavam pela classificação da montanha. Esta luta particular foi um dos condimentos da tirada. A subida para Geraz do Minho, a 35 quilómetros final, dividiu o grupo. O ciclista da LA Alumínios-LA Sport ficou para trás e homem da Antarte Feirense ganhou terreno na conquista da camisola de melhor trepador.
Benjamin King, rei da montanha na Volta ao Algarve de 2018, ano em que ganhou duas etapas na Vuelta, foi o mais forte dos escapados. Atacou a 17 quilómetros da meta e, a partir de então, pedalou sozinho até à meta, que alcançou ao fim de 4m22m00s. Alastair Mackellar chegou a 9 segundos e Tom Wirtgen fechou o pódio da etapa, a 15 segundos.
O pelotão chegou a mais de 8 minutos do vencedor. E, entre os homens da geral, Maurício Moreira (Efapel) voltou a demonstrar ser o mais forte, mas só ganhou 2 segundos à concorrência. Não se pode ainda aplicar o ditado segundo o qual “grão a grão enche a galinha o papo”, porque a penalização de 40 segundos por duplo abastecimento irregular, na Torre, não é compensada por todas as pequenas vantagens que vem acumulando diariamente.
Assim, é Alejandro Marque que está no topo da geral. Tem 5 segundos de vantagem sobre Amaro Antunes e 25 segundos à melhor relativamente a Frederico Figueiredo (Efapel). Maurício Moreira está em quarto, a 1m01s.
Luís Gomes (Kelly-Simoldes-UDO) continua à frente da classificação por pontos e Abner Gonzalez (Movistar Team), quinto da geral, segue no topo da geral da juventude. Bruno Silva é o primeiro na montanha, em igualdade pontual com Amaro Antunes. A Efapel comanda por equipas.
A sétima etapa que avança amanhã, 5.ª feira,  vai levar a caravana de Felgueiras até Bragança, com 94 ciclistas em prova. Nas últimas edições da Volta com chegada naquela cidade transmontana têm-se destacado sprinters. No entanto, os 193,2 quilómetros previstos para este ano – a mais longa tirada da prova – estão pejados de subidas pontuáveis para a classificação da montanha. Não se prevê vida fácil para os homens rápidos.
Press: UVP-FPC
Foto: Volta a Portugal- Pódium
Camisola amarela voltou para Alejandro Marque

Camisola amarela voltou para Alejandro Marque

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