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	<title>Jornal de Sintra &#187; Artigo de opinião</title>
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	<description>Semanário Regionalista Independente</description>
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		<title>Será que nos vamos ver gregos?</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2010 16:50:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa Sena Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo de opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[A situação que se vive na Grécia constitui um drama europeu e um sério aviso à navegação que, em circunstância alguma, poderá ser ignorado. Não fora a mobilização de meios e vontades dos países mais ricos da União e a Grécia cairia numa situação de banca-rota talvez comparável à da Argentina, há poucos anos, ou [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A situação que se vive na Grécia constitui um drama europeu e um sério aviso à navegação que, em circunstância alguma, poderá ser ignorado. Não fora a mobilização de meios e vontades dos países mais ricos da União e a Grécia cairia numa situação de banca-rota talvez comparável à da Argentina, há poucos anos, ou da Islândia, mais recentemente.</p>
<p style="text-align: justify;">Nunca se chega a este tipo de desfecho por acaso. Os Gregos deram como certos os factores em que assentou, durante anos, a sua confiança económica e social e gastaram de mais, usaram e abusaram do crédito bancário, ao mesmo tempo que, devido à turbulenta vizinhança com a Turquia, mantinham em alta o orçamento para a Defesa, seguramente o mais elevado dos países da União.</p>
<p style="text-align: justify;">O resultado está à vista. Redução de salários dos funcionários públicos e a economia num caos, com o comércio a falir, a hotelaria e a restauração pelas ruas da amargura e a população num visível e preocupante estado de depressão.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com o catastrofista diagnóstico do Sr. Almunia, Portugal, pelas suas contas, já deveria estar também a fechar para balanço, sem data previsível para reabrir ao público. Felizmente que houve exagero, alarmismo e falta de rigor nas suas deploráveis declarações e as duas situações não têm graus de gravidade comparáveis. De qualquer modo, o que está a acontecer na Grécia merece uma reflexão urgente, desde logo porque põe em causa a sustentabilidade do projecto europeu em termos de estabilidade financeira. Se outros casos se vierem a verificar, não podem ser os contribuintes dos países mais ricos a pagar a factura daqueles que não tiveram cabeça para se saberem orientar.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, na origem desta preocupante situação, filha da crise que teve origem nos Estados Unidos em finais de 2008, encontra-se a ilusão de que todos estávamos a viver num verdadeiro paraíso de abundância e prosperidade, onde haveria de tudo para todos. Os bancos mentiram, as agências de publicidade ajudaram a empacotar com as cores da embriaguez colectiva esta ilusão de riqueza e facilidade e os governos não tiveram a coragem, por temerem perder votos, de dizer a verdade no momento certo, exactamente por saberem que essa verdade lhes iria causar danos à boca das urnas. O preço da mentira é sempre mais elevado que o da verdade.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto as grandes economias emergentes, da China ao Brasil, vão dando cartas, a nossa Europa envelhecida, tensa e atormentada pelos mesmos fantasmas que a levaram há décadas a longas ditaduras, tenta assobiar para o ar, consciente da sua irrelevância política e militar, apenas disfarçada pelo seu peso económico no concerto das nações.</p>
<p style="text-align: justify;">Devem, por estes dias, os gregos clássicos andar a dar voltas nos túmulos, por verem a sua pátria com a cabeça à razão de juros. Nós, por cá, vamos fazendo contas e também nos vamos vendo gregos para sabermos como havemos de superar o aperto da crise. E o mais grave é que, por mais que nos tentem fazer crer o contrário, olhamos em redor e não encontramos uma alternativa credível e sustentável, sobretudo quando aparecem candidatos da oposição com frenesim argumentativo que quase nos fazem sentir o desejo de sermos gregos caso um dia eles se tornem poder.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<h6 style="text-align: justify;">José Jorge Letria</h6>
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		<title>As origens da introdução da Árvore de Natal em Portugal</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 01:35:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa Sena Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo de opinião]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[País]]></category>
		<category><![CDATA[Sintra]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[A tradição da Árvore de Natal foi introduzida em Portugal por D. Fernando II, casado com a rainha D. Maria II. Em Portugal, até meados do século XIX, a tradição do Natal tinha como centro a figura do Presépio. No entanto, finda a Guerra Civil de 1832-34, que opôs os Liberais aos Miguelistas, da Corte, [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"><span style="font-weight: bold;">A tradição da Árvore de Natal foi introduzida em Portugal por D. Fernando II, casado com a rainha D. Maria II. </span></div>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/__J7f0xmW04k/SzLGLBaSmEI/AAAAAAAACGU/LZW9m_IG_ek/s1600-h/DSCF9226.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418611194339694658" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 320px; float: left; height: 241px; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/__J7f0xmW04k/SzLGLBaSmEI/AAAAAAAACGU/LZW9m_IG_ek/s320/DSCF9226.JPG" border="0" alt="" /></a>Em Portugal, até meados do século XIX, a tradição do Natal tinha como centro a figura do Presépio. No entanto, finda a Guerra Civil de 1832-34, que opôs os Liberais aos Miguelistas, da Corte, a tradição da Árvore de Natal foi passando das elites para uma parte da população. Mas a grande difusão da Árvore de Natal foi no século XX, na década de 60, graças à revolução nos meios de informação e comunicação, como a televisão. Altura em que também a figura do “Pai Natal” símbolo, claramente economicista e materialista, começou a “ganhar terreno” ao Menino Jesus – única verdadeira razão pela qual se celebra o Natal, pois Natal significa nascimento; neste caso, é a celebração do nascimento de Jesus Cristo. e com a ascensão ao Trono de Portugal da Rainha Dona Maria II, os hábitos da Corte Portuguesa, por altura do Natal mudaram. Assim, em 1836, a Rainha casou com o Príncipe Ferdinand von August Franz Anton von Sachsen- Coburg-Gotha-Koháry, mais tarde, D. Fernando II, o Rei-Artista. Deste casamento nasceram muitos filhos, dois dos quais foram mais tarde os reis Dom Pedro V e Dom Luís I. Com a vinda para Portugal de Dom Fernando II foi introduzida na Corte Portuguesa, a tradição da Árvore de Natal. Dona Maria II ficou conhecida na História com o cognome de “A Educadora”, tal era a sua preocupação com a educação dos seus filhos. O ambiente familiar assemelhava- se bastante a uma família burguesa no período do auge do Romantismo. Consta, segundo registos, que Dom Fernando II, na Noite de Natal, vestia-se de S. Nicolau e distribuía presentes aos seus filhos numa festa genuinamente familiar.</p>
<div style="text-align: justify;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/__J7f0xmW04k/SzLFyprmk5I/AAAAAAAACGM/A-NY-9WIso0/s1600-h/DSCF9228.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418610775652995986" style="margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 241px; display: block; height: 320px; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/__J7f0xmW04k/SzLFyprmk5I/AAAAAAAACGM/A-NY-9WIso0/s320/DSCF9228.JPG" border="0" alt="" /></a>D. Fernando II, o Rei-Artista. Estátua no Largo do Ramalhão, em Sintra, uma homenagem do povo</div>
<p style="text-align: justify;">A pouco e pouco, graças à influência da Corte, a tradição da Árvore de Natal foi passando das elites para uma parte da população. Mas a grande difusão da Árvore de Natal foi no século XX, na década de 60, graças à revolução nos meios de informação e comunicação, como a televisão. Altura em que também a figura do “Pai Natal” símbolo, claramente economicista e materialista, começou a “ganhar terreno” ao Menino Jesus – única verdadeira razão pela qual se celebra o Natal, pois Natal significa nascimento; neste caso, é a celebração do nascimento de Jesus Cristo.</p>
<p style="text-align: justify;">Texto: David Garcia<br />
Fotos: Idalina Grácio</p>
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		<title>Cimeira do Clima: o essencial e o acessório</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 01:21:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa Sena Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo de opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Seja qual for o desfecho da Cimeira do Clima, em Copenhaga (esta crónica está a ser escrita durante a negociação do acordo entre Washington e Pequim), uma conclusão pode e deve desde já ser extraída: a iniciativa, ponderados os desaires e as indefinições, foi positiva, por ter colocado o assunto, sem ambiguidades, na agenda política [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">Seja qual for o desfecho da Cimeira do Clima, em Copenhaga (esta crónica está a ser escrita durante a negociação do acordo entre Washington e Pequim), uma conclusão pode e deve desde já ser extraída: a iniciativa, ponderados os desaires e as indefinições, foi positiva, por ter colocado o assunto, sem ambiguidades, na agenda política global e por ter confirmado que a chave do problema se encontra em larga medida nas mãos dos Estados Unidos e da China, os dois maiores emissores de gases com efeito de estufa, a larga distância de qualquer outro.</div>
<p>Por sinal, estes dois megapoluidores são também as duas superpotências mundiais, agora que a Rússia, mesmo esforçando-se por recuperar o protagonismo e a influência do tempo da Guerra Fria, desempenha um papel secundário. Quanto à Europa da União, mesmo com os seus quinhentos e tantos milhões de habitantes-cidadãos, não teve nem tem, infelizmente para os europeus, uma acção tão decisiva quanto seria de desejar, apesar de constituir um exemplo claro de boas intenções no que toca à descoberta de soluções para a dinâmica poluidora que ameaça gravemente o futuro do nosso planeta.</p>
<p>É certo que os Estados Unidos, pela boca de Hillary Clinton, anunciaram o propósito de disponibilizarem uma verba de 100 mil milhões de dólares para auxiliarem os países em vias de desenvolvimento no combate ao aquecimento global da Terra. Estes, porém, consideram essa verba insuficiente.</p>
<p>Mas esta ou outras verbas não representam, longe disso, os passos mais urgentes e inadiáveis. E porquê ? Porque a questão fulcral reside na forma como os Estados Unidos e a China, por razões diferentes mas complementares, não se têm mostrados flexíveis quando se trata de tornar o mundo em que vivemos mais habitável e respirável. O primeiro dos países sempre foi o mais despesista e esbanjador de todos em matéria de utilização dos combustíveis e de outras formas de energia, já que, por aí, passa o conceito de bem-estar e de prosperidade da maioria da população. Quem aumentar o preço dos combustíveis arrisca-se a perder o poder. Quanto à China, em fase de consolidação do seu papel de superpotência, precisa de apostar em formas de progresso material que dêem à sua imensa população a ideia de que já vive com qualidade, apesar da fome e das carências básicas que ainda atingem muitas dezenas de milhões de habitantes. Os outros vivem deslumbrados com o novo-riquismo que o selvagem capitalismo de Estado lhes ofereceu como horizonte.</p>
<p>Por outro lado, cada uma das partes tem receio de recuar para não dar à outra sinal de fraqueza ou de capitulação, pois o que está verdadeiramente em causa é a liderança mundial nas próximas décadas.</p>
<p>O problema, no entanto, reside no seguinte: mesmo que ambos queiram demonstrar que têm razão, correm e fazem-nos correr o risco de fazer acabar de forma trágica este mundo em que vivemos. Quem não perceber que esta é a questão central, acabará por não perceber o que verdadeiramente conta e nos põe em causa.</p>
<p>José Jorge Letria</p>
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		<title>Quando Malraux deu à Cultura estatuto ministerial</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 00:54:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa Sena Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo de opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[A França comemora o cinquentenário da criação do seu Ministério da Cultura, iniciativa política que viria a marcar profundamente o modo como a Europa passou a encarar a gestão da vida cultural até à actualidade. Tal como aconteceu em áreas como a dos Direitos do Homem e dos Direitos de Autor, na sequência do triunfo [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">A França comemora o cinquentenário da criação do seu Ministério da Cultura, iniciativa política que viria a marcar profundamente o modo como a Europa passou a encarar a gestão da vida cultural até à actualidade. Tal como aconteceu em áreas como a dos Direitos do Homem e dos Direitos de Autor, na sequência do triunfo da Revolução Francesa, a França foi também pioneira quando chegou o momento de conferir à cultura importância suficiente para um ministério destinado a gerir os seus destinos.</div>
<p style="text-align: justify;">Isso não aconteceu por acaso. A iniciativa política partiu de um dos maiores nomes da cultura mundial no século XX. Refiro-me ao grande escritor e resistente antifascista, primeiro na Guerra Civil de Espanha e depois nos “maquis” de França, André Malraux. Homem da confiança pessoal e política do general De Gaulle, o autor de “A Condição Humana” propôs-lhe a criação desse ministério, que o general não hesitou em integrar na estrutura orgânica do seu governo. Ao fazê-lo, mudou a história da relação do Estado com a cultura nas décadas seguintes, em França e no resto do mundo, constituindo-se como uma referência que mais ninguém ousou ignorar. De Gaulle era um político conservador, mas não hesitou em reconhecer a importância da cultura no quadro da intervenção política do seu governo.</p>
<p style="text-align: justify;">Legitimado por essa vontade, André Malraux, um notável intelectual e homem de acção, lançou a rede das “Casas de Cultura” que passaram a levar à população de toda a França o teatro, a literatura, o cinema, as artes plásticas e também a dinâmica de formação de animadores culturais. Tratou-se de um passo de dimensão histórica que mudou muita coisa na vida cultural das democracias mais estáveis e avançadas. Portugal, em plena ditadura salazarista, encontrava-se ainda a anos-luz desta empolgante realidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Todos os ministros que sucederam a Malraux, fossem eles de esquerda ou de direita, nunca mais deixaram de ficar responsabilizados pela herança deste legado único, que permitiu colocar a defesa do património edificado ao nível do incentivo às vanguardas artísticas e do fomento da leitura. Quando Jack Lang fez o elogio nacional de André Malraux, por ocasião da trasladação dos seus restos mortais para o Panteão Nacional, pôr em destaque a importância que a cultura sempre teve e continua a ter na vida da França e dos franceses.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, Paris acolhe as figuras mais destacadas da vida cultural mundial, seja ao nível da decisão política e diplomática, seja ao nível da criação, para celebrar esta efeméride e homenagear quem teve visão estratégica e perspectiva de futuro bastantes para criar, no momento certo, um Ministério da Cultura.</p>
<p style="text-align: justify;">Deste modo, a cultura deixou de ser um assunto da direita ou da esquerda para se transformar numa grande causa nacional geradora de perduráveis consensos.</p>
<p style="text-align: justify;">É certo que estamos a falar de uma realidade muito diferente da portuguesa, tanto por razões históricas como políticas ou sociais, mas uma afirmação pode ser feita sem que se corra o risco de faltar à verdade: sempre que um governo ou um executivo municipal decidem investir de forma consistente e sustentável na cultura assiste-se ao progresso da vida comunitária, ao seu enriquecimento material e espiritual e ao reforço da própria coesão social. Por isso, penso que nestes dias todos devemos curvarnos ante a memória de André Malraux e o seu histórico legado. Todos lhe devemos esse gesto de respeito e admiração.</p>
<p style="text-align: justify;">José Jorge Letria</p>
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		<title>Sérgio Luís de Carvalho O heroísmo e o absurdo</title>
		<link>https://www.jornaldesintra.com/2009/12/artigo-de-opiniao-18/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 00:47:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa Sena Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo de opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Autor sobejamente conhecido no campo do romance histórico devido à qualidade dos seus livros, vencedor do Prémio de Literatura Ferreira de Castro e finalista do Prémio Jean Monnet de Literatura Europeia e do Prémio Amphi de Literatura Europeia, Sérgio Luís de Carvalho (SLC), desde Peregrinos sem Fé (2007, passado entre Portugal e a Galiza), com [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">Autor sobejamente conhecido no campo do romance histórico devido à qualidade dos seus livros, vencedor do Prémio de Literatura Ferreira de Castro e finalista do Prémio Jean Monnet de Literatura Europeia e do Prémio Amphi de Literatura Europeia, Sérgio Luís de Carvalho (SLC), desde <span style="font-style: italic;">Peregrinos sem Fé</span> (2007, passado entre Portugal e a Galiza), com lançamento simultâneo em Lisboa e Santiago de Compostela, tem privilegiado o estrangeiro como cenário estético dos seus romances, como o comprovou a publicação d’<span style="font-style: italic;">O Retábulo de Genebra</span>, um dos melhores romances históricos publicado em Portugal em 2008, decorrido no vasto território transfronteiriço entre a Suíça e a França. O romance ora publicado, <span style="font-style: italic;">O Destino do Capitão Blanc</span>, passa-se igualmente no estrangeiro, o território do nordeste de França, palco das grandes batalhas finais da I Guerra Mundial, tendo como pano de fundo a situação política republicana e sidonista em Lisboa, em 1918, e a paisagem rural e romântica de Sintra e Colares.</div>
<p>De qualidade literária semelhante a <span style="font-style: italic;">O Retábulo de Genebra</span>, O Destino do Capitão Blanc estatui-se, indubitavelmente, como o melhor romance português sobre a participação portuguesa na I Guerra Mundial. Dotado de um autêntico rigor histórico, SLC evidencia que domina em absoluto os factos históricos da época narrada, os conflitos políticos e institucionais, a sua expressão militar, os hinos, as canções guerreiras, os uniformes militares, a mitologia heróica dos principais povos participantes (alemães, ingleses, franceses, belgas, italianos, americanos); conhece com suficiente pormenor as roupas, a higiene pessoal, a alimentação, os períodos de actividade e inactividade dos militares, a hierarquia castrense, as armas de combate, as formas brutas de divertimento dos soldados, a toponímia e os códigos das cartas militares…, o que significa uma não pouco demorada e pouco intensa investigação sobre este período histórico e este tema. Romance assente, quanto à forma, numa estrutura cronológica simples (este será, porventura, o romance de SLC mais linear quanto à forma), ela é compensada pela contínua utilização da analepse, projectando o passado no presente, prestando, assim, coesão vivencial ao conteúdo da história &#8211; a vida singular do capitão Luís Guilherme Blanc, republicano e sidonista.</p>
<p>Novidade no estilo de SLC é, parece-nos, a utilização de pequenos parágrafos entre parêntesis como uma espécie de pulsão inconsciente do texto, alusivo ao diálogo, ao monólogo ou à descrição imediatamente anterior, uma espécie de subtexto amplificador do texto, não raro de natureza céptica. Outra novidade reside na alteração qualitativa do humor e da ironia presente neste romance face aos anteriores de SLC. Autor céptico quanto às virtudes da razão humana, este romance é atravessado por uma permanente carga de humor, forçando, pela ironia, pelo sarcasmo, até pelo escárnio, o sorriso do leitor, quando não o riso. O humor é, de facto, um traço marcante do estilo de O Destino do Capitão Blanc, contribuindo para suavizar uma história tragicamente carregada de dor e sofrimento individuais e de morticínios colectivos.</p>
<p>Do ponto de vista do conteúdo, o romance tende a desenvolver-se em dois momentos referenciais: 1. – a constatação, pela repetida mostragem de situações existenciais, do absurdo da guerra; 2. – a fortíssima denúncia da incompetência e negligência das chefias militares portuguesas, cujas consequências foram apenas sofridas pelos militares menos graduados em posto de combate. Deste modo, todo o romance se desenvolve em torno do eixo semântico da absurdidade da guerra, tendo a participação portuguesa na I Guerra Mundial atingido o cúmulo do absurdo. Primeiro, porque não havia recursos e meios militares, não tinham sido acautelados géneros alimentícios, fardas, soldos, forçando os soldados portugueses a usarem os recursos britânicos e, quando de licença, para sobreviverem, a implorarem esmola de mão estendida pelas aldeias de França; segundo, não tinha havido treino específico para situações de guerra; como consequência, e em terceiro lugar, os soldados são taxativamente abandonados nas trincheiras, usados pelos oficiais como carne para canhão para a conquista ou perda de mais um ou menos um quilómetro de território, indiferentes à morte de centenas de milhar de homens; quarto, porque a guerra não interessava a Portugal como um todo, mas a interesses negociais políticos; por isso, Sidónio Pais, criticando a entrada de Portugal na guerra, prolonga a quando sobe ao poder; finalmente, depreende-se do romance de SLC, que todo o heroísmo é expressão limite de um desespero e toda a cobardia a assunção lúcida e corajosa desse mesmo desespero; o heroísmo é, assim, perspectivado como o sentimento próprio do excesso e do arrebatamento (por isso, tão colado ao desespero), aliados no romance ao cepticismo e ao pessimismo do narrador sobre a natureza humana.</p>
<p>No romance, que harmoniza com perfeição a vida individual do capitão Blanc e o ambiente social português das duas primeiras décadas do século XX, o autor descreve com mestria a zona penumbrosa da personalidade humana que desemboca e alimenta a guerra, todas as guerras, essa pulsão vital demarcadora de uma linha muito ténue que separa o heroísmo da loucura e a razão da demência.</p>
<p>Em conclusão, toda a guerra se assume como o lugar caótico e catastrófico onde, paradoxalmente, o absurdo se torna lei lógica e regra normal. “A guerra é a guerra”, dizem o protagonista e o seu pai, também militar, isto é, o <span style="font-style: italic;">non sense do absurdo evidencia-se através de uma linha contínua, coerente e lógica pela qual indiscrimina</span>damente se mata e morre em nome de ideais que, passada uma vintena de anos, a nova geração considera absolutamente absurdos.</p>
<p><span style="font-style: italic;">O Destino do Capitão Blanc, Planeta, 294 pp., 17,75 euros.</span></p>
<p>Luís Miguel</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Crónica TV</title>
		<link>https://www.jornaldesintra.com/2009/12/cronica-tv-17/</link>
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		<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 14:16:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa Sena Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo de opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Promessas e esperanças adiadas CREIO QUE TODA A GENTE com preocupações que vão um pouco para além do dia de amanhã (e até alguns dos que as não têm, mas que temem que a subida do mar lhes toque nas vivendas de praia) estiveram de olhos postos em Copenhaga, na cimeira que, teoricamente, iria resolver [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(51, 0, 153);font-size:180%;" ><span style="font-weight: bold;">Promessas e esperanças adiadas</span></span></p>
<p>CREIO QUE TODA A GENTE com preocupações que vão um pouco para além do dia de amanhã (e até alguns dos que as não têm, mas que temem que a subida do mar lhes toque nas vivendas de praia) estiveram de olhos postos em Copenhaga, na cimeira que, teoricamente, iria resolver os problemas climáticos que afligem o planeta. Como se sabe, isso não aconteceu. Nem os Estados Unidos que agora têm um presidente que acumula por um ano com o título de Nobel da Paz (e paz, parece-me, significa também não agredir o ambiente) e que, como se sabe, nunca assinaram o tratado de Quioto, fizeram alguma coisinha. Assinaram um acordo: com efeito, o presidente Barack Obama fechou um acordo sobre mudanças climáticas que ele considerou “significativo” com a China, Brasil, Índia e África do Sul, na sexta-feira, em Copenhaga. Mas esse documento não prevê metas específicas de redução das emissões de carbono e não tem valor legal, o que gerou críticas e causou polémica durante a Conferência da ONU. Significa isto, portanto, que tudo como dantes, quartel-general em Abrantes.</p>
<p>MAS, PARA OS QUE FORAM seguindo as notícias que chegavam de Copenhaga, houve momentos e declarações de deixar qualquer um de cara à banda. A começar pelo próprio Barack Obama que, na hora da despedida ainda fez este balanço “positivo”: “Teremos que dar continuidade ao trabalho realizado aqui em Copenhaga para garantir que a acção internacional para reduzir significativamente as emissões seja sustentada e suficiente ao longo do tempo. Nós já percorremos um longo caminho, mas ainda temos de ir muito mais longe.” Ian Fry, Negociador-Chefe de Tuvalu: “Parece que estamos a receber 30 moedas de prata para trair o nosso povo e o nosso futuro.” Mohamed Nasheed, Presidente das Ilhas Maldivas: “Com qualquer coisa acima de 1,5º C, as Maldivas e várias outras ilhas desapareceriam. Por essa razão, tentámos seriamente, durante os últimos dois dias, colocar 1,5º C no documento. Sinto muito que isso tenha sido grosseiramente obstruído pelos grandes emissores.” Ou Claudia Salerno Caldera, representante da Venezuela: “Eu pergunto se, nas barbas do secretário-geral da ONU, vocês vão apoiar este golpe de Estado contra a autoridade das Nações Unidas.” Ou ainda, para terminar, John Sauven, da Greenpeace: “A cidade de Copenhaga foi cenário de um crime esta noite, com os culpados a correr para o aeroporto. Não há metas para cortes de carbono e não há acordo sobre um tratado com valor legal. Parece que há poucos políticos neste mundo capazes de ver para além do horizonte dos seus próprios interesses, e muito menos de se importarem com os milhões de pessoas que estão intimidadas pela ameaça da mudança climática.” O que, traduzido por miúdos, significa que com gente desta estamos feitos.</p>
<p>MAIS UMA VEZ, O “ÍDOLOS”, espero que pela última vez, dado que agora, nesta fase final, o que conta é o voto dos espectadores e, portanto, tudo depende dos telefonemas que cada um consiga angariar. No último programa, no entanto, a concorrente Diana interpretou um tema que é muito querido cá por casa, “Try a Little Tenderness”, nas suas mais variadas interpretações mas, talvez, com uma especial queda para uma versão interpretada por Paul Giamatti e Arnold McCuller nofilme “Duetos”. Quase se poderia dizer que, por cá, somos formados nessa canção. Acontece que me pareceu que a interpretação de Diana foi bastante fraca – apesar de o júri lhe ter tecido os maiores elogios. O povo votante também foi da minha opinião e Diana foi uma das duas menos votadas caindo, assim, nas mãos do júri. E aconteceu que foi exactamente ela quem o júri salvou. Diana, como muitos saberão, é sobrinha de Manuel Moura Santos, presidente do júri: mas não acredito que isso tenha tido qualquer influência nessa decisão. Ai não, que não acredito!</p>
<p><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 153);">HÁ 10 ANOS ESCREVIA</span><br />«Ainda em Abril a TVI iniciaria um dos seus programas de maior sucesso até à data (excluindo o “Batatoon”, transmitido à tarde): chamava-se “Reis da Música Nacional” e procurava ir ao encontro da sempre crescente procura pela música (mais) popular portuguesa – “pimba”, se assim o preferirem. O programa tem-se revelado um êxito, com mais de 20 mil telefonemas por programa mas, curiosamente, nunca chegou a entrar no top 20 nacional. Ainda na estação de Queluz, Julho seria o mês de todas as surpresas – ou quase. Foi nessa altura que conhecemos o que era o programa de Carlos Massa, o “Ratinho”, em duas doses e com direito a repetição; foi nessa altura que “Quero Justiça!”, de Vitor Bandarra se começou a impor e José Eduardo Moniz voltaria a mostrar mais um resultado da sua incursão por terras brasileiras, desta vez com Suzana Alves, a “Tiazinha”.</p>
<p>António Pessoa</div>
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		<title>Mensagem de Natal</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Dec 2009 14:43:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa Sena Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo de opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Um Natal de Amor Mensagem recebida do Secretariado Nacional da Pastoral Social Peçamos a Jesus, nascido por amor, que nos dê a graça de recusarmos uma vida egoísta, centrada em nós próprios e, por isso, absurda, sem graça. Que nos conceda a força de inventarmos uma existência marcada pelo ‘dom’. Uma vida de oração, de [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(204, 51, 204);font-size:180%;" ><span style="font-weight: bold;">Um Natal de Amor </span></span>  <span style="font-weight: bold;"></p>
<p>Mensagem recebida do Secretariado Nacional da Pastoral Social </span>  <span style="font-weight: bold;">Peçamos a Jesus, nascido por amor, que nos dê a graça de recusarmos uma vida egoísta, centrada em nós próprios e, por isso, absurda, sem graça</span>. Que nos conceda a força de inventarmos uma existência marcada pelo ‘dom’. Uma vida de oração, de silêncio e de coragem.</p>
<p>Peçamos a Jesus, nascido por amor, que nos faça sentir como é desumano ter uma “bela” carreira a todo o custo (pisarmos os outros, comprarmos os outros, usarmos os outros). E fazermos da competição o projecto dos nossos dias. Peçamos a Jesus, nascido por amor, anunciado pelos anjos como príncipe da paz, que faça de nós homens e mulheres construtores de paz, comprometidos num mundo em que não haja quem morra de fome, ou na guerra, ou de desespero.</p>
<p>Senhor Jesus, nascido por amor, dá-nos a graça de vivermos vigilantes, libertos da tranquila sonolência que nos torna indiferentes e integrados.</p>
<p>Dá-nos a impaciente paciência de lutarmos contra as injustiças, contra toda a espécie de exploração, ou de exclusão, ou de qualquer outro nome de pecado. Desinstala-nos. Desperta-nos.</p>
<p>Dá-nos a possibilidade de vivermos o Natal na “lógica do amor que se dá”. O Natal diferente. O teu Natal, Senhor.</div>
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		<title>Recordar Melo Antunes, símbolo de Abril e da Democracia</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Dec 2009 17:01:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa Sena Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo de opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Morreu há dez anos Ernesto Melo Antunes, sem dúvida uma das figuras mais marcantes e decisivas no 25 de Abril de 1974 e na fase de consolidação do processo democrático, antes e depois do 25 de Novembro de 1975. Em boa hora se organizou na Fundação Calouste Gulbenkian um colóquio no qual três de dezenas [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"><span style="font-size: 180%;"><span style="font-weight: bold; color: #cc33cc;"><br />
</span></span><span style="font-size: 180%;"><span style="font-weight: bold; color: #cc33cc;"> </span></span></p>
<p>Morreu há dez anos Ernesto Melo Antunes, sem dúvida uma das figuras mais marcantes e decisivas no 25 de Abril de 1974 e na fase de consolidação do processo democrático, antes e depois do 25 de Novembro de 1975.</p>
<p>Em boa hora se organizou na Fundação Calouste Gulbenkian um colóquio no qual três de dezenas de personalidades da vida pública portuguesa evocaram aspectos do pensamento e da acção desse militar de grande cultura, excepcional inteligência e invulgar sentido estratégico que introduziu factores de equilíbrio nos processos de decisão político-militares, evitando, nomeadamente, dinâmicas de radicalização que poderiam ter conduzido à eclosão de uma guerra civil em finais de 1975.</p>
<p>Melo Antunes foi um dos muito poucos militares que se envolveram activamente no combate contra a ditadura, tendo mesmo chegado a ser candidato nas listas da CDE em 1969. Com um papel fundamental no Movimento dos Capitães, foi a figura central na elaboração do Programa do MFA, aprovado na reunião efectuada em Cascais em 5 de Março de 1974, que contou com a participação de cerca de 200 oficiais. Mas foi ele, também, quem redigiu, em 1975, o Documento dos Nove, o que não o impediu, logo após o 25 de Novembro, de salientar que a normalidade da vida democrática não poderia ser alcançada com a exclusão dos comunistas, o que fez com que fosse alvo das mais violentas críticas e ataques da direita militar e civil, tendo chegado a correr mesmo sérios riscos por ter assumido essa posição frente às câmaras da RTP. Por ser um homem de consensos e equilíbrios, um intelectual da política e uma figura de grande prestígio nacional e internacional nunca deixou de fazer ouvir a sua voz nos momentos cruciais do processo de mudança iniciado em 25 de Abril de 1974.</p>
<p>Membro da Comissão Coordenadora do MFA, Conselheiro de Estado e ministro em quatro governos provisórios, Ernesto Melo Antunes poderia ter sido secretário-geral da UNESCO se o Governo português tivesse apoiado a sua candidatura, quando era Primeiro-Ministro Aníbal Cavaco Silva. Faltoulhe esse apoio fundamental, do mesmo modo que o actual Presidente da República não quis estar presente no colóquio da Gulbenbian, que, no entanto, contou com a presença dos ex-presidentes Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio. Há ausências que só os próprios podem e devem explicar. De Melo Antunes disse Vasco Lourenço que “é um dos pais da democracia”, e não podia ter sido mais justo no modo de definir a importância do seu contributo. Recordo o militar e político agora evocado e homenageado já na fase de debilidade física provocada pela doença que o vitimou, mas que não lhe retirou, até ao final, a lucidez e o brilho da memória e da inteligência. Também não esqueço o oficial discreto, reservado e determinado que conheci na redacção do jornal “República”, antes do 25 de Abril, e que me foi apresentado por Álvaro Guerra. Não tardei a perceber o papel que este homem de qualidades invulgares iria desempenhar na nossa História contemporânea. Por isso o recordo sempre com saudade e admiração.</p>
<p>José Jorge Letria</p>
</div>
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		<title>Artigo de opinião</title>
		<link>https://www.jornaldesintra.com/2009/12/alto-do-forteserra-das-minas/</link>
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		<pubDate>Fri, 18 Dec 2009 16:58:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa Sena Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo de opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Mouro]]></category>
		<category><![CDATA[Serra das Minas]]></category>

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		<description><![CDATA[Reclamação de 2008 sem resposta dos SMAS Pedido de publicação do morador no Alto do Forte, António Coelho. Exmos. Senhores É com grande descontentamento no serviço prestado pela instituição a que preside, que escrevo esta carta. Ciente de que o silêncio dos munícipes, poderá demonstrar o contrário, insisto na denúncia do serviço deficiente prestado a [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"><span style="font-weight: bold; color: #cc33cc; font-size: 180%;">Reclamação de 2008 sem resposta dos SMAS </span></p>
<p><span style="font-weight: bold;">Pedido de publicação do morador no Alto do Forte, António Coelho. </span></p>
<p>Exmos. Senhores<br />
É com grande descontentamento no serviço prestado pela instituição a que preside, que escrevo esta carta. Ciente de que o silêncio dos munícipes, poderá demonstrar o contrário, insisto na denúncia do serviço deficiente prestado a centenas de famílias na zona urbana da Serra das Minas – Alto do Forte, freguesia de Rio de Mouro, pelo menos desde 2007, quando aqui vim residir.<br />
Penso não ser surpresa para V.ª Ex.ª o número de roturas na Rua Américo Farinha, só desde o passado mês de Junho, mas posso assegurar-lhe, mais de uma dezena, no que resultou em muitas dezenas de horas sem água, provocando danos em electrodomésticos e torneiras entupidas de resíduos, e centenas de famílias, creches, centro de dia, centro de formação e comércio, privados deste bem essencial.<br />
Bem elucidativo deste cenário, recordo o desastroso passado mês de Outubro, com roturas nos dias 11, 25, 28 e 30, e em Novembro, no final do dia 1 uma enorme rotura junto ao entroncamento com a Rua Irene Lisboa, que privou do abastecimento até à manhã do dia 2.<br />
Como cliente, já fiz uma reclamação em 2008, no site dos SMAS, com o registo: E200 8007270, mas sem qualquer resposta pessoal nem informação aos clientes em geral. Parece-me que, se ainda não há um plano de substituição das velhas condutas de fibrocimento existentes, seria do interesse colectivo assumir-se esse plano como prioritário, pois não valerá de muito falar-se em Programa de Utilização Racional da Água e em Plano Estratégico de Perdas de Água, tendo uma rede a desperdiçar milhares de metros cúbicos na via pública. O rigor da poupança e os bons exemplos deverão ser como a água, que corre de montante para jusante.</p>
</div>
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		<title>Diga de sua justiça</title>
		<link>https://www.jornaldesintra.com/2009/12/diga-de-sua-justica-14/</link>
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		<pubDate>Fri, 18 Dec 2009 16:55:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa Sena Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo de opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Queluz]]></category>

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		<description><![CDATA[Faltam jornais na Biblioteca de Queluz Exma. Sra. Directora, Em 5 de Dezembro do ano findo o nosso Jornal publicou uma carta minha, sobre o assunto em epígrafe, que teve como resultado o aparecimento dos jornais na Biblioteca, uma semana depois. Este ano voltamos à mesma situação a partir de 1 de Novembro de 2009. [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #cc33cc; font-size: 180%;"><span style="font-weight: bold;">Faltam jornais na Biblioteca de Queluz </span></span></p>
<div style="text-align: justify;">Exma. Sra. Directora,<br />
Em 5 de Dezembro do ano findo o nosso Jornal publicou uma carta minha, sobre o assunto em epígrafe, que teve como resultado o aparecimento dos jornais na Biblioteca, uma semana depois.<br />
Este ano voltamos à mesma situação a partir de 1 de Novembro de 2009.<br />
O sr. presidente da Câmara, dr. Fernando Seara, interessou-se pelo assunto e enviou o ofício GPRSM 54193/2008, ao utente da Biblioteca sr. António Esteves Teixeira, lamentando a situação e prometeu que a mesma não se repetiria.<br />
A situação repete-se e pelo mesmo motivo: falta de pagamento atempadamente ao fornecedor (um pequeno quiosque).<br />
Há actualmente quase 3 dezenas de leitores dos jornais.<br />
Mais uma vez espero que o Jornal de Sintra ajude a resolver um assunto aos desterrados sintrenses, moradores em Queluz.<br />
Com os meus cumprimentos e agradecimentos.</p>
<p>Mário Silva Quintino &#8211; Queluz</p>
</div>
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