Semanário Regionalista Independente
Domingo Fevereiro 1st 2026

Comissão Política Concelhia de Sintra – COMUNICADO

 

Rasgar a página da atual governação em Sintra

No dia 15 de maio, os 2 vereadores à Câmara Municipal de Sintra indicados pelo CDS-PP anunciaram a saída da coligação liderada pelo Partido Social Democrata, apresentando divergências com o Vereador Marco Almeida e que motiva o presente Comunicado do Partido Social Democrata de Sintra.

1-      Quanto ao Comunicado do Partido Socialista

Foi com enorme estupefação que assistimos à pronuncia do Partido Socialista sobre questões internas a uma coligação que se lhe opõe no executivo da Câmara Municipal de Sintra, com o objetivo de, cavalgando a onda de um desentendimento tornado público, se tentarem sobrevalorizar não pelo mérito do trabalho desenvolvido mas, ao contrário, aproveitando a descredibilização de alguns atores políticos da sua oposição.

O Partido Socialista apressou um comunicado tão despropositado como inoportuno, descurando regras de convivência democrática, aproveitando de forma inqualificável os anúncios infelizes sobre a eventualidade dos partidos que formaram a coligação a poderem renovar ou não nas próximas autárquicas.

Aliás, à semelhança da propaganda que tantas vezes atropela a realidade da execução camarária, o Partido Socialista perde, mais uma vez, por não resistir a comentar a vida interna dos partidos com mandatos autárquicos, fazendo a projeção das dinâmicas destes e regateando, pasme-se, a escolha do cabeçade-lista concorrente.

O Partido Socialista não desconhecerá que o PSD é um partido composto por vários órgãos democraticamente eleitos, cujo seu funcionamento assenta em estatutos e regulamentos próprios, no qual a autoproclamação de uma candidatura a uma câmara municipal não é possível, nem tão pouco o anúncio da decisão sobre coligações eleitorais, a qual cabe, em exclusivo, aos órgãos do partido com competências nesta matéria. Assim, ao valorar estas declarações, evidentemente condenáveis e que só responsabilizam quem as proferiu, e colando-as ao PSD, não é mais do que uma forma de estar na política muito idêntica, em forma e estilo, àquela que agora vêm criticar.

 

2-      Quanto à tomada de posição dos vereadores eleitos pelo CDS-PP

Sobre esta matéria a Comissão Política Concelhia do PSD, a bem da transparência, entende clarificar o seguinte: Os dois vereadores agora eleitos pelo CDS-PP, independentes no momento da candidatura, já tinham sido ambos militantes e autarcas pelo PSD, com destaque para Carlos Parreiras, cuja militância antiga no partido e os vários mandatos como presidente da Junta de Freguesia de Pêro Pinheiro, não podemos deixar de destacar pelo excelente serviço que prestou pelo partido àquela comunidade; Só mais tarde, em 2014, quando decidiram apoiar e integrar a candidatura independente de Marco Almeida para a Câmara Municipal, de quem eram muito próximos, é que se afastaram do PSD por consequência estatutária, tendo ambos sido indicados na lista para o mesmo órgão em 2017 como independentes pelo CDS-PP tendo em vista a renovação do seu mandato, já no âmbito da Coligação Juntos Pelos Sintrenses; Assim, as propaladas divergências no seio da vereação municipal resultam da liderança, ou da falta dela, de Marco Almeida, em contradição com as excelentes relações entre os partidos que a compõem, mantendo as estruturas do PSD e do CDS-PP em Sintra contactos institucionais e de cooperação.

A tomada de posição dos vereadores em causa é o epílogo de um projeto pessoal falhado, sendo que, como foi sendo hábito, todas as posições assumidas e trazidas a público pelas partes em conflito, tanto quanto pudemos apurar, o foram à revelia dos partidos pelos quais foram indicados.

 

3-      Quanto às reações de Marco Almeida

Infelizmente, para o PSD de Sintra, já não surpreendem as posições e as declarações de Marco Almeida ao longo dos últimos anos, independentemente da sigla pela qual é candidato, as quais visam sistematicamente tentar descredibilizar o Partido Social Democrata no concelho.

Mais uma vez, assistimos a uma tomada de posição à revelia dos órgãos do partido, contrariando os estatutos e regulamentos e afrontando a história e as tradições democráticas do PSD, com a qual nenhum verdadeiro militante pode pactuar. Por si só, e de uma leva, talvez para desviar a atenção da cisão do seu núcleo duro, proclamou-se candidato à Câmara Municipal de Sintra e anunciou o fim da coligação com o CDS-PP, desde já e nas próximas eleições, algo que só não surpreenderia num líder de um qualquer regime autocrático, pois como é evidente, aquele é inabilitado a proferir anúncios desta natureza.

 

De facto, no PSD, a escolha dos candidatos a uma câmara parte, estatutariamente, de proposta da comissão política concelhia à comissão política distrital, a qual se pronunciará sobre a mesma, sendo por fim, os cabeças de lista aos municípios, homologados pela comissão política nacional. Ora, nada disto ainda aconteceu relativamente às autárquicas de 2021.

É entendimento da Comissão Política Concelhia que o PSD tem compromissos com a comunidade de Sintra, com as populações, empresas e instituições, mas tem, sobretudo, a responsabilidade de equacionar as coligações, equipas e liderança a apresentar a sufrágio, sendo que esta escolha terá que ser uma verdadeira alternativa ao Partido Socialista no segundo maior município do País.

O PSD não pode continuar preso a projetos esgotados, que não somam mas dividem, antes tem apresentar um projeto novo, inovador e competente às Freguesias e à Câmara Municipal de Sintra, com possibilidades de agregar e empolgar os militantes e eleitores do Partido Social Democrata e que possa, adicionalmente, conseguir alargar o seu espaço, designadamente com o CDSPP, com quem importa reforçar os laços que permitiram conquistar esta autarquia. Uma coligação de partidos com prevalência pós eleitoral é muito mais do que um mero ato administrativo.

A ausência de relações institucionais entre o atual primeiro eleito pela coligação Juntos Pelos Sintrenses na Câmara Municipal e as duas estruturas concelhias dos principais partidos que suportam a coligação, que se estendeu agora a dois dos principais colaboradores do movimento independente por si criado, são a demonstração cabal de que mais do que o “virar de página na oposição”, o que importa é rasgar a página da atual governação em Sintra.

É neste novo caminho de esperança que o PSD Sintra está e estará empenhado, quer no que respeita às candidaturas municipais, quer no especial enfoque que dará às freguesias, não se deixando alhear, em nenhum momento, daquilo que mais do que uma obrigação é sua prerrogativa estatutária. Como afirmou o presidente do nosso partido, Rui Rio, numa recente carta aos militantes, “ver o nosso partido com sentido de Estado e da responsabilidade, é vê-lo a honrar o seu passado e a pôr Portugal à frente de tudo o mais”.

Sintra, 18 de Maio de 2020

A Comissão Política Concelhia de Sintra

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