Semanário Regionalista Independente
Sábado Abril 18th 2026

82 anos de luta

Editorial

82 anos de luta

O Jornal de Sintra celebrou no dia 7 mais um aniversário – o 82.º.
Foram 82 anos de luta diária que muito se avolumou nestes últimos quatro anos em que Portugal viveu uma transversal crise que a todos atingiu e a que muitos jornais e outros meios de comunicação social não conseguiram resistir.
Nestes últimos quatro anos a nossa vida interna e externa tem sido avassaladora.
Vivemos tempos de profunda incerteza e fomos diariamente confrontados com falta de meios financeiros nunca antes vividos.
Resistimos e sobrevivemos às ausências de entendimento de quem, não entende Sintra na sua plenitude e que menospreza o Jornal de Sintra que já é um ícone histórico e patrimonial.
Resistimos também pela dedicação e profissiona¬lismo dos poucos que por cá trabalham.
Resistimos também pelo apoio não remunerado dos colaboradores, leais, amigos e amantes de Sintra a quem este semanário muito deve.
Releva-se o trabalho desenvolvido por Bernardo de Brito e Cunha, Hermínio Santos, João Cachado, José Jorge Letria, Luís Martins e Filomena Oliveira, Sérgio Luís de Carvalho, entre outros, sem esquecer os colaboradores habituais de desporto.
Já em 2016 novos colaboradores vão surgindo. Nesta edição a primeira participação de Miguel Boim – O Caminheiro de Sintra, um apaixonado e criterioso investigador do passado lendário e histórico, um inegável contributo de qualidade para o prossegui¬mento da linha editorial definida pelo seu fundador António Medina Júnior, em 1934 que nos diz:
“Pretendemos fazer do Jornal de Sintra, um órgão puramente regional. Movem-nos desejos de construção não de demolição. Queremos edificar, não queremos destruir. O Concelho de Sintra não tinha um órgão na imprensa. Tem-no, desde hoje (7-1-1934).
A sua acção será proveitosa e útil? O futuro o dirá. É ce¬do para responder a esta pergunta e, de resto, somos avessos a vaticínio, sempre falíveis, sobretudo quando não são feitos põe iluminados”.
Neste momento já podemos responder à inquetação do fundador. Estamos cá.
Sabemos que a realidade mudou mas que o Jornal de Sintra continua. Está vivo.
A 2.ª Guerra Mundial, a emancipação dos povos de cor, a Guerra Colonial, a libertação da mulher, o 25 de Abril, a crise mundial actual, o terrorismo e tantos outros factores alteraram a vida de toda a gente.
Surgiram as novas tecnologias, redes sociais, as novas formas de comunicação pela internet, tantas e tantas coisas.
A nós compete-nos prosseguir a luta iniciada em 1934, de sobre¬vivência económica porque a da afirmação jornalística parece estar ganha, sempre acompanhada com a necessária adaptação aos tempos de hoje.
Mas o Jornal de Sintra na sua pequenez continua vivo, coerente e isento.
Assim esperamos atravessar 2016 mas com um maior fôlogo económico e maior abertura de quem tem a imperiosa obrigação de entender Sintra e as suas realidades.

A Directora,
Idalina Grácio de Andrade
(15-1-2016)

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