Semanário Regionalista Independente
Sábado Abril 18th 2026

Lusofonia / 77 dias de erupção na ilha do Fogo

Chegou ao fim a erupção vulcânica na ilha do Fogo, em Cabo Verde
Ilha do Fogo - Panoramo Este
De acordo com o Obser¬¬vatório Vul¬ca¬no¬lógico de Ca¬bo Verde (OVCV), registaram-se no passado dia 8 de Fevereiro os derradeiros sinais de activi¬dade da erupção que se ini¬ciou a 23 de Novembro de 2014. Naquela que é a primeira erupção do século XXI, o vulcão da ilha do Fogo per¬maneceu activo durante mais tempo e provocou uma maior destruição do que durante a erupção de 1995. As lavas do vulcão arrasaram por comple¬to as aldeias de Portela, Ban¬gaeira e Ilhéu de Losna, for¬çando ao realojamento de apro¬ximadamente 1500 pes¬soas. Ainda que não existam vítimas mortais a lamentar, a lava alterou dramaticamente a paisagem da Chã das Caldei¬ras, subterrando uma extensa área agrícola e destruindo infraestruturas básicas, como estradas e cisternas.
“Ilha do Fogo” não foi a de¬si¬gnação originalmente atri¬buída pela expedição liderada por António de Noli, capitão genovês ao serviço do Infan¬te D. Henrique, aquando da sua descoberta em 1460. O nome de baptismo da ilha foi S. Filipe. No entanto, de tal forma a actividade vulcânica se foi manifestando ao longo do povoamento da ilha, que já no início do sec. XVI, “Fo¬go” acabou por se impor como nome da ilha, passando S. Filipe a designar a capital.

Luís Santo Vaz, colaborador do Jornal de Sintra, numa deslocação a Cabo Verde

Publicado no Jornal de Sintra, ed. 4064 de 20-3-2015

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