Esclarecimento sobre a carta aberta da Associação Dínamo
O Auditório da Igreja Paroquial de Rio de Mouro é utilizado semanalmente e gratuitamente pelos alunos da Escola Secundária Leal da Câmara (alguns deles pertencentes à Dínamo), para os ensaios de teatro, para as suas representações e outras actividades;
O mesmo Auditório é utilizado gratuitamente por outras instituições da freguesia, nomeadamente pelo Rancho Folclórico e Cultural da Rinchoa – Sintra, por comissões de festas, pela Junta de Freguesia, pela Câmara Municipal e muito pontualmente por organizações políticas.
O Auditório é também alugado, nomeadamente a colégios, empresas e outros.
O Auditório é um bom e útil equipamento, mas tem custos de manutenção e de actualização. Como diz o povo, não se faz omeletas sem ovos.
Como colaboradora do pároco de Rio de Mouro na obra social que desenvolve, sinto-me na obrigação de deixar à Dínamo alguns dados que, se calhar, desconhece:
A paróquia de Rio de Mouro, orientada pelo seu pároco, garante a alimentação a cerca de 120 famílias, que semanal e mensalmente a procuram para poderem sobreviver. Estas famílias são, na generalidade, constituídas por idosos com pensões de miséria, desempregados de longa duração, pessoas com subsídios de reinserção e pessoas com fome que vão por ali aparecendo. Maior fosse a capacidade financeira, física e humana da igreja e mais famílias necessitadas seriam ajudadas.
A igreja liderada pelo pároco de Rio de Mouro alberga, nas suas instalações, 130 crianças dos zero aos cinco anos, doze horas por dia, crianças que, na sua grande maioria, vêm de famílias carenciadas; apoia 35 idosos, em Centro de Dia, idosos muito dependentes que, diariamente, vai buscar e levar a casa, e os mantém acompanhados, cuidados, acarinhados e alimentados; faz também apoio domiciliário a 45 idosos, a quem leva a refeição, faz higiene pessoal e/ou higiene da habitação e tratamento de roupas.
O pároco de Rio de Mouro é um homem preocupado com o bem-estar das pessoas e por isso aceitou gerir, com os seus voluntários, o Centro Comunitário do Alto do Forte, frequentado por 90 crianças dos zero aos cinco anos e 15 idosos em Centro de Dia.
Para além dos voluntários, o pároco de Rio de Mouro dá emprego a sessenta funcionários.
Resta dizer que ele, o pároco de Rio de Mouro, é voluntário na gestão destes equipamentos e na orientação desta obra social, visto que não aufere qualquer verba pelo seu trabalho e responsabilidade.
Quanto a associações de juventude, o pároco de Rio de Mouro dá assistência a instalações a algumas centenas de escuteiros e diversos grupos de jovens católicos.
Se com a “Carta aberta ao Pároco de Rio de Mouro” a Dínamo pretende atingir a pessoa, é injusto e excessivo; se a finalidade é fazer um exercício de escrita, têm muito que treinar, o discurso é longo e chato se ficaram muito penalizados por não poderem receber num auditório com a capacidade para quatrocentas pessoas as cerca de trinta que estiveram no debate, talvez o consigam quando o reverendo pároco conhecer a Dínamo, a sua direcção e os seus projectos.
Ao reverendo pároco de Rio de Mouro peço perdão pelo meu atrevimento em responder, sem seu conhecimento, a uma carta que me não foi dirigida, mas nunca fico indiferente a uma injustiça.
Maria Alice Monteiro da Silva – Rio de Mouro

