Semanário Regionalista Independente
Sábado Junho 6th 2020

Sobre o fecho da Urgência pediátrica do Hospital Amadora-Sintra durante a noite


Comunicado da Comissão Concelhia de Sintra do PCP

Nestes últimos dias, os utentes do Hospital Fernando Fonseca foram confrontados com a o encerramento da urgência pediátrica, justificada segundo a administração como “ uma medida de prevenção, dado terem sido identificadas ocorrências de infeção com Covid-19″.

O município de Sintra é o segundo município do país, em número de habitantes e em população jovem, com mais de 63.000 munícipes com menos de 15 anos e mais de 44.000 entre os 15 e os 24 anos (praticamente 100.000 habitantes com menos de 25 anos, aproximando-se a Lisboa neste grupo etário). Acresce ainda que o concelho de Sintra apresenta o Saldo Natural (Nados vivos – Óbitos) mais elevado dos municípios de todo o país, contrariando positivamente a perda de população verificada no Continente e em municípios como Lisboa e Porto (Dados do INE). Basta este dado para concluir imediatamente o seguinte: o encerramento da urgência pediátrica é uma medida grave, altamente perigosa e lesiva do direito à saúde.

O encerramento da urgência pediátrica, durante a noite, não protege as crianças e jovens de Sintra e da Amadora e coloca-as numa situação de risco, podendo mesmo dar uma falsa sensação de que a população jovem não é afectada pelo Covid-19.

A pandemia do Covid-19 vem mostrar, mais uma vez, a necessidade da população do Concelho de Sintra ser servida por um novo hospital, e não o mini-hospital eleitoral do PS/PSD/CDS/Bloco de Esquerda, com 300 camas e dotado de todas as valências necessárias à prestação de cuidados de saúde. Um hospital público como, há décadas, é reivindicado pela população e proposto pelo PCP.

Conclui-se que a alocação de meios ao combate da pandemia do Covid-19 é um desígnio nacional mas esta não pode levar ao colapso de outras áreas . A pandemia do Covid-19 não se resolve pela deslocação de meios. Antes pelo contrário! O que é necessário é investir mais no SNS, tal como o PCP propôs no último Orçamento de Estado e que mereceu o chumbo do PS, PSD, CDS, Chega e Iniciativa Liberal. Não nos esquecemos de quem sempre desejou destruir o SNS e que agora aparece como (falso) amigo.

As opções políticas e os modelos sociais que não considerem a saúde pública como um investimento estarão, no futuro, condenados ao fracasso. Pela parte do PCP, nunca nos desviámos, nem nos desviaremos desse caminho. Para bem dos Sintrense, dos Portugueses e da sua saúde, continuaremos, juntamente com a população, a luta pela exigência de um hospital público no Concelho de Sintra, com 300 camas, equipado com todas as valências que respondam às necessidades do Concelho de Sintra e onde as urgências pediátricas não encerrem quando mais são necessárias.

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